Voltar para Artigos
Artigos

O PLURALISMO E A NOVA ORDEM MUNDIAL: PARA UMA RESSIGNIFICAÇÃO DO POLÍTICO A PARTIR DE MOUFFE

Rita de Cássia Ferreira Lins e Silva

Autor
Rita de Cássia Ferreira Lins e Silva
Revista
PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
Edição
7 / 13
Ano
2016
DOI
10.26694/pensando.v7i13.4891
Páginas
220-238
Idioma
pt
2016Rita de Cássia Ferreira Lins e Silva. O PLURALISMO E A NOVA ORDEM MUNDIAL: PARA UMA RESSIGNIFICAÇÃO DO POLÍTICO A PARTIR DE MOUFFE. PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA, v. 7, n. 13, p. 220-238, 2016.2

O presente trabalho examina uma perspectiva hermenêutica do político presente no pensamento de Chantal Mouffe, cujo empreendimento se dá com o seu postulado em torno do que denomina por democracia radical e plural e da resultante desse postulado dentro de uma ordem cosmopolita da política e o reflexo do empreendimento dos direitos (humanos) nesse sentido. A chave de leitura que orienta esta perspectiva advém da concepção do político realizada pela autora, em que o antagonismo é nuclear na formação da identidade plural como forma de radicalização do político no contexto das diferenças entre o Eu e o Outro no plano político global. Aqui, os direitos devem ser considerados não do ponto de vista universal, mas das relações que são e devem ser sempre ressignificadas. Neste sentido, o político assumeum caráter plural, inerente a condição mesma do social e se contrapõe ao projeto liberal de caráter universalista, racionalista e individualista, que não alcança as diferenças e com isso impossibilita uma leitura aberta do social enquanto modo de ressignificação do político. Por conseguinte, a possibilidade de sua ressignificação quanto àreinterpretação do social e também dos direitos, a partir das novas posições de sujeitos, está sempre aberta. Esse propósito tem o sentido de refletir o debate democrático em torno da relação entre o sujeito político do ponto de vista da universalidade dos direitos e a importância das diferenças nesta perspectiva. Tem-se em vista a proposta do projeto multipolar de Mouffe na construção das posições de sujeitos no âmbito cosmopolita, que não pode ser encarado de modo universal, mas da compreensão quanto a importância do antagonismoconstitutivo das novas identidades.