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O POLÍTICO NAS FÓRMULAS DA SEXUAÇÃO: Uma articulação entre Lacan e Laclau

Ana Carolina Silva, Jacqueline de Oliveira Moreira

Autor
Ana Carolina Silva, Jacqueline de Oliveira Moreira
Revista
Sapere Aude
Edição
15 / 29
Ano
2024
DOI
10.5752/P.2177-6342.2024v15n29p301-320
Páginas
301-320
Idioma
pt
2024Ana Carolina Silva, Jacqueline de Oliveira Moreira. O POLÍTICO NAS FÓRMULAS DA SEXUAÇÃO: Uma articulação entre Lacan e Laclau. Sapere Aude, v. 15, n. 29, p. 301-320, 2024.5

O presente trabalho busca apresentar uma via possível de articulação entre psicanálise e política, a partir do estabelecimento de uma chave de leitura analítico-crítica que possibilite a construção das relações entre esses campos. Nesse percurso, com Sigmund Freud, Jacques Lacan e Ernesto Laclau, localizamos o caráter político da proposição lacaniana “não há relação sexual”, a partir da escrita desse impasse pelas fórmulas da sexuação, em analogia à operação hegemônica de constituição do social, que parte da lógica da impossibilidade do objeto “Sociedade”. Tratamos, assim, de investigar a operação de modalização dos impossíveis quanto ao político e ao sexual considerando-se o ab-senso irredutível na constituição do tecido social e na constituição subjetiva da sexualidade, remetendo a ordem do real a uma sedimentação sempre falhamente constituída. Tal desenvolvimento orienta teoria e clínica que encontram uma matriz do político, afinal, se Freud faz um furo no discurso político-social de sua época – e das seguintes – ao propor uma teoria da sexualidade, consideramos que o alcance de seu empreendimento – ainda que não premeditado – tem ressonâncias para a própria psicanálise.