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O PROBLEMA DA OBJETIVAÇÃO PARA MICHEL FOUCAULT: UMA ANÁLISE ARQUEOGENEALÓGICA DO EXAME E DA CONFISSÃO

Pablo Benevides

Autor
Pablo Benevides
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 51
Ano
2025
DOI
10.13102/ideac.v1i51.11281
Páginas
191-208
Idioma
pt
2025Pablo Benevides. O PROBLEMA DA OBJETIVAÇÃO PARA MICHEL FOUCAULT: UMA ANÁLISE ARQUEOGENEALÓGICA DO EXAME E DA CONFISSÃO. Revista Ideação, v. 1, n. 51, p. 191-208, 2025.1

Este trabalho pretende argumentar pela centralidade do problema acerca das formas de objetivação dos saberes no pensamento de Michel Foucault. Como primeiro passo, identificaremos os dois primeiros obstáculos ao nosso empreendimento: os posicionamentos que, positivamente, caracterizam Michel Foucault como o filósofo da subjetividade, e aqueles que, negativamente, desconhecem qualquer contribuição sua para o campo das formas de objetivação dos saberes. Após isto, faremos uma análise das noções de enunciado e de formação discursiva para indicar que, já na arqueologia, Foucault toma a objetivação discursiva como sua grande preocupação teórica. Em seguida, passamos à análise dos procedimentos em jogo no exame, mecanismo próprio ao poder disciplinar, e, em seguida, às práticas de confissão. Esta análise objetiva, no redirecionamento de uma analítica dos saberes a uma analítica da subjetividade, reforçar o argumento de que não somente a preocupação com a objetividade persiste nas distintas fases do pensamento de Foucault como, ainda, que o filósofo constrói uma chave de leitura objetiva para a análise do que sempre despontou como domínio mais refratário à objetivação, a saber, o âmbito dos processos de subjetivação.