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O que é e qual é o lugar do transcendente na filosofia? Uma nota a partir de G. W. F. Hegel

Humberto Schubert Coelho

Autor
Humberto Schubert Coelho
Revista
Revista Ética e Filosofia Política
Edição
1 / 24
Ano
2021
DOI
10.34019/2448-2137.2021.34874
Páginas
155-162
Idioma
pt
2021Humberto Schubert Coelho. O que é e qual é o lugar do transcendente na filosofia? Uma nota a partir de G. W. F. Hegel. Revista Ética e Filosofia Política, v. 1, n. 24, p. 155-162, 2021.1

O termo transcendência tem conotações fortemente dualistas na concepção do senso comum, na qual ele é oposto de maneira dualística à imanência. Consequentemente, tanto concepções populares quanto especializadas do transcendente atribuem-no ao celestial, supramundano ou espiritual, e, portanto, matéria do discurso poético ou religioso. Ao passo em que este entendimento usual do termo justificou (historicamente) e é de fato incompatível com as tentativas de domesticação ou eliminação da metafísica da meditação filosófica contemporânea, outras significações são possíveis. Uma famosa e bem-sucedida visão sobre a transcendência é a hegeliana, segundo a qual a transcendência não apenas é constituída intersubjetivamente como a universalidade das coisas como também dialeticamente codependente do concreto e do imanente. Palavras-chave: Transcendente; Objetividade; Concretude; G. W. F. Hegel.