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O reencantamento técnico da razão instrumental: IA, ilusão de senciência e subjetivação maquínica em tempos de ChatGPT

Marcelo Gonçalves Rodrigues

Autor
Marcelo Gonçalves Rodrigues
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
13 / 2
Ano
2025
Idioma
pt
2025Marcelo Gonçalves Rodrigues. O reencantamento técnico da razão instrumental: IA, ilusão de senciência e subjetivação maquínica em tempos de ChatGPT. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 13, n. 2, 2025.3

Pretende-se neste artigo discutir como a ilusão de senciência e a reificação tecnológica refletem em uma condição de dominação e controle na era digital. O engano de uma consciência das máquinas – senciência – tem sido uma forma de representação afirmativa de usuários, no caso, alguns programadores ou tecnólogos. Esse modo de subjetivação comprova a fantasmagoria da modernidade no mito absoluto mediante a exposição ininterrupta às novas tecnologias digitais. A antropomorfização das tecnologias é vista como uma tentativa de tornar o desconhecido mais familiar, manipulável e menos complexo. Através da função imitativa das características humanas, da análise de dados e da objetificação dos alvos com largo poder de precisão e velocidade, a inteligência artificial fica humanizada. As novas tecnologias de inteligência artificial, como o ChatGPT, não apenas transformam a interação e o processamento de informações, como também alteram a comunicação e autonomia humanas. Enquanto modo da razão instrumental é a ferramenta de controle necropolítico com a coleta e análise estatística por meio de algoritmos que facilitam o monitoramento e identificação.