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O RESVALAR DA FALA ,A ASSIMETRIA E UNS POEMAS DE CARLITO AZEVEDO

Saulo de Araújo Lemos

Autor
Saulo de Araújo Lemos
Revista
Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
Ano
2014
Idioma
pt-BR
2014Saulo de Araújo Lemos. O RESVALAR DA FALA ,A ASSIMETRIA E UNS POEMAS DE CARLITO AZEVEDO. Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia, 2014.2

Resumo: no prólogo de Menschliches, Allzumenschliches [Humano, demasiado humano], Friedrich Nietzsche conceitua a “Verschiedenheit des Blicks” [“diferença do olhar”], que leva a filosofia ao deslocamento alegre ou doloroso de valores aparentemente inatacáveis, como representação e essência. Desse modo, a disparidade como linguagem, no caminho sem volta e sem meta de um pensamento sempre provisório e agitado, corre por obras como a de Jacques Derrida (em sua différance”) ou Maurice Blanchot (em sua “image”) e nos faz pensar em um conceito que pode ser chamado de assimetria. Essa questão é dirigida ao trabalho do poeta carioca Carlito Azevedo (1961), em seu livro Monodrama (2009), como sugestão de um pensamento móvel que transita entre as classificações ilusoriamente rígidas para os compartimentos da arte e dos saberes convencionais. Este trabalho se propõe ser uma leitura de dois poemas de Carlito Azevedo em proximidade às questões descritas acima, consideradas como conclusões provisórias.