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O Retorno à linguagem: Husserl e Merleau-Ponty

Renato Oliva

Autor
Renato Oliva
Revista
Educação e Filosofia
Edição
1 / 2
Ano
2008
DOI
10.14393/REVEDFIL.v1n2a1987-1989
Páginas
49-55
Idioma
pt
2008Renato Oliva. O Retorno à linguagem: Husserl e Merleau-Ponty. Educação e Filosofia, v. 1, n. 2, p. 49-55, 2008.2

Edmund Husserl pretende desenvolver no texto Investigações Lógicas, a construção de uma eidética da linguagem. Trata-se da ambição racionalista de elaborar uma gramática universal capaz de fixar as normas de significação, independentes de qualquer linguagem empírica, estabelecendo, entretanto, que todas as línguas empíricas são apenas a realização de uma linguagem essencial, que cabe à fenomenologia estabelecer. A eidética, a busca do ‘eido’, é o objetivo supremo da fenomenologia; a constituição, através de um método de variações imaginárias que culminariam na “visão das essências” – a intuição do variante residual de todas as variações. Este invariante, resíduo de todas as variações possíveis, é a atividade intencional da consciência buscando constituir o significado; condição para que qualquer comunicação possa se estabelecer. Todas as proposições se exprimem em linguagem, através de enunciados. A linguagem é o modelo intencional através do qual a consciência rompe com o primado da ‘consciência’ em si e se define como ‘consciência do mundo’. [...] Palavras-chave: Palavras-chave: Husserl; Merleau-Ponty; Fenomenologia; Linguagem; Consciência.