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O retrato deleuziano de Nietzsche: uma imagem intempestiva do pensamento

Guilherme Almeida Ribeiro

Autor
Guilherme Almeida Ribeiro
Revista
Sofia
Edição
4 / 1
Ano
2015
DOI
10.47456/sofia.v4i1.8100
Idioma
pt
2015Guilherme Almeida Ribeiro. O retrato deleuziano de Nietzsche: uma imagem intempestiva do pensamento. Sofia, v. 4, n. 1, 2015.1

O artigo discute a recepção e as linhas interpretativas do pensamento de Nietzsche aberta pela monografia de Deleuze, Nietzsche e a Filosofia, originalmente publicada em 1962, a qual foi parte fundamental da reabilitação da filosofia nietzschiana no cenário francês do pós-guerra. Ao ler o eterno retorno de Nietzsche como um pensamento sintético sobre o tempo, Deleuze propõe uma distinção original entre as forças (empíricas) e a vontade (transcendental) que se insere em uma problematização interna a obra do filósofo francês, acerca dos limites da representação na compreensão trágica da diferença, distante das figuras da reconciliação dialética. Nesse sentido, para Deleuze, Nietzsche teria sido o filósofo que mais colaborou para uma nova imagem do pensamento, assim como para a afirmação de outra relação entre a filosofia e a história, e que não seria nem histórica, nem eterna, mas intempestiva.