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O ROSTO DO OUTRO COMO FACTICIDADE HUMANA: DA LEBENSWELT HUSSERLIANA À ALTERIDADE LEVINASIANA

Grasiela Cristine Celich

Autor
Grasiela Cristine Celich
Revista
Thaumazein: Revista Online de Filosofia
Edição
13 / 26
Ano
2021
DOI
10.37782/thaumazein.v13i26.3629
Páginas
25-35
Idioma
pt
2021Grasiela Cristine Celich. O ROSTO DO OUTRO COMO FACTICIDADE HUMANA: DA LEBENSWELT HUSSERLIANA À ALTERIDADE LEVINASIANA. Thaumazein: Revista Online de Filosofia, v. 13, n. 26, p. 25-35, 2021.1

Este artigo tem por objetivo demonstrar a possibilidade de conexão entre fenomenologia, facticidade humana e ética. A possibilidade de conexão entre os conceitos torna-se pertinente a partir da filosofia de Husserl e da filosofia de Levinas, pois ambos se inserem na temática fenomenológica. Desde a descoberta de Husserl, de que a ciência, ao se fundamentar nos conceitos, na razão, desvinculou-se do mundo concreto e das vivências dos sujeitos, perdeu sua dimensão ética. Portanto, Husserl, ao formular o método fenomenológico procurou recuperar a esfera pré-científica da vida. Esfera esta que é caracterizada por ser mais rica e mais ampla que o mundo objetivo da ciência. Diante disso, Levinas, tendo Husserl como mestre, conseguiu, a partir de alguns conceitos husserlianos, como por exemplo, a Lebenswelt, o “retorno às coisas mesmas”, encontrar na figura do Rosto do Outro, uma facticidade humana irredutível a toda a apreensão e compreensão pelo conceito. Assim, Levinas expõe que a ética centra-se no Rosto da alteridade. Portanto, para demonstrar essas ideias, apresentam-se, primeiramente, alguns conceitos husserlianos ao que se referem à Lebenswelt, para que, depois possam ser trazidos os conceitos levinasianos que conduzem ao encontro da facticidade humana irredutível no Rosto do Outro.