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O trágico e o espetáculo: : algumas reflexões sobre a representação da violência no cinema brasileiro contemporâneo

Anita Leandro, Ondina Pena Pereira

Autor
Anita Leandro, Ondina Pena Pereira
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
2 / 1
Ano
2009
Páginas
68-77
Idioma
pt
2009Anita Leandro, Ondina Pena Pereira. O trágico e o espetáculo: : algumas reflexões sobre a representação da violência no cinema brasileiro contemporâneo . Trilhas Filosóficas, v. 2, n. 1, p. 68-77, 2009.2

Trata-se, no presente artigo, de trazer à discussão duas formas distintas de representação da violência presentes no cinema brasileiro contemporâneo, o trágico e o espetáculo. O trágico, tal como o compreende Nietzsche e o interpreta Rosset, valoriza a permanência no limiar do saber e da ignorância, isto é, trata-se de uma forma que não pretende construir verdades, mas dissipar as idéias que buscam se estabelecer de uma forma fixa na posição de verdade. O espetáculo, compreendido no sentido de Debord, é, ao contrário, a aparência que se disfarça de verdade e motiva eficientemente um comportamento hipnótico por parte do espectador, que passa a ver as imagens como seres reais. Os filmes Ônibus 174 (José Padilha, 2002) e Cidade de Deus (Fernando Meireles, 2002) são aqui analisados como exemplos dessas duas formas de representação.