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O “UM PEQUENO HERÓI”: A LEITURA DA NOVELA DE DOSTOIÉVSKI SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA DIALÓGICA DA LINGUAGEM (TDL)

Maria Valéria Siqueira Marques, Leonara Nahyane da SILVA, Aurilene de Lima Jerônimo

Autor
Maria Valéria Siqueira Marques, Leonara Nahyane da SILVA, Aurilene de Lima Jerônimo
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
25 / 2
Ano
2025
DOI
10.21680/1984-3879.2025v25n2ID41953
Páginas
BHK22
Idioma
pt
2025Maria Valéria Siqueira Marques, Leonara Nahyane da SILVA, Aurilene de Lima Jerônimo. O “UM PEQUENO HERÓI”: A LEITURA DA NOVELA DE DOSTOIÉVSKI SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA DIALÓGICA DA LINGUAGEM (TDL). Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, v. 25, n. 2, p. BHK22, 2025.3

O presente artigo objetiva discutir sobre os aspectos de leitura à luz da Teoria Dialógica da Linguagem e do Círculo de Bakthin e investigar como a leitura dialógica pode revelar sentidos ético-estéticos na novela “Um pequeno herói”, considerando a interação entre personagens, narrador e leitor. Sendo assim, a fundamentação teórica baseia-se nos conceitos teóricos de Bakhtin (2017, [1929]), (2016, [1952-1953]), Sobral (2019) e Xavier (2020). Para interpretar e analisar o corpus, metodologicamente, a novela foi dividida em seis cenas e/ou ritos de passagem que correspondem às nossas categorias analíticas, quais sejam: a) Primeiro rito– a festa; b) Segundo rito– a crítica à aristocracia russa; c) Terceiro rito– o herói; d) Quarto rito– o amante, o bem, a beleza e a verdade; e) Quinto rito – a carta; f) Sexto rito– o beijo. Os resultados apontam que, nesta obra de Dostoiévski, são visíveis os conceitos Bakhtinianos, uma vez que a obra é sensível à explosão de sentimentos e tons emotivo-volitivos, gestuais, visuais e se insere num espaço-temporal distante, mas pode ser inserida na nossa realidade, oportunizando uma temática fortemente provocadora para o leitor quanto à dialogicidade e cumplicidade com o outro, sendo o amar desse outro generoso, singular e responsável. Além disso, a obra se constrói por meio de um diálogo entre o protagonista e sua consciência, respondendo às arquitetônicas bakhtinianas do eu-para-mim, do eu-para-o-outro e do outro-para-mim presentes na comunicação discursiva.