- Autor
- Kamila Babiuki
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 3
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2026v3n3p161-175
- Páginas
- 161-175
- Idioma
- pt
O presente artigo tem como principal objetivo explicitar o elogio do símbolo feito por Denis Diderot nos Salões, sobretudo, mas não exclusivamente, no Salão de 1767. Faremos isso especialmente a partir da análise dos comentários feitos pelo filósofo diante das obras de Louis-Jean-François Lagrenée e de Jean-Baptiste Greuze. Sublinharemos como o simbolismo dos elementos mobilizados para compor um quadro estão relacionados com fatores que ultrapassam a técnica da pintura, e perpassam, igualmente, uma dimensão narrativa do quadro. Pretendemos, portanto, mostrar que o uso da alegoria no quadro deve ser realizado com um objetivo narrativo. No horizonte investigativo deste artigo, encontra-se o aspecto moralizador destacado por Diderot como parte integrante das artes da imagem e da palavra, aqui representado pelos comentários sobre a pintura. Em última instância, o que Diderot realiza é uma reflexão filosófica motivada e movida por linguagens variadas. Veremos, assim, a relação entre Filosofia e Arte movida pelo princípio de composição na pintura.
