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O uso estratégico de Schopenhauer por Nietzsche em "Para a genealogia da moral"

Antonio Edmilson Paschoal

Autor
Antonio Edmilson Paschoal
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
3 / 1
Ano
2012
DOI
10.5902/2179378633995
Páginas
75-90
Idioma
pt
2012Antonio Edmilson Paschoal. O uso estratégico de Schopenhauer por Nietzsche em "Para a genealogia da moral". Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 3, n. 1, p. 75-90, 2012.2

Nosso objetivo neste artigo é apontar alguns traços do modo como ocorre a apropriação de um filósofo por outro e dos motivos que leva um filósofo a utilizar tal procedimento quando se trata de expressar suas próprias intuições. Como campo de investigação, tomaremos as passagens da terceira dissertação da Genealogia da moral, nas quais Schopenhauer é utilizado por Nietzsche, e como metodologia, retomaremos um conhecido debate, sobre a interpretação da noção kantiana de belo por Schopenhauer. O intuito de tal retomada é elencar elementos para nossa hipótese de que Nietzsche recorre ao seu antecessor na Genealogia, não para refutá-lo, mas pelos benefícios argumentativos que ele oferece para a sua crítica à moral.