“OBSERVADOR, FLÂNEUR, FILÓSOFO, COMO QUISEREM”: Roberto Bicelli, o poeta trapeiro
Eliakim Ferreira Oliveira
- Autor
- Eliakim Ferreira Oliveira
- Revista
- PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
- Edição
- 8 / 15
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.26512/pl.v8i15.22722
- Páginas
- 184 - 197
- Idioma
- pt
Este ensaio procura inserir o poeta Roberto Bicelli na tradição surrealista da poesia; para tanto, faz ver na poesia do autor brasileiro certas figuras poéticas de matriz baudelairiana, como as do flâneur e do trapeiro. Por um lado, procura-se mostrar o lugar de Bicelli na geração de autores que inclui nomes como Roberto Piva; a análise de certos poemas de Bicelli na primeira edição do livro Antes que eu me esqueça tem em vista, por outro lado, encontrar referências implícitas e explícitas de cânones da poesia do século XX, que permitirão vê-lo como um poeta que é, sobretudo, um atento leitor de poesia, não o reduzindo a mero difusor de cânones. Quer-se mostrar, assim, a consciência histórica e originalidade da poesia de Bicelli.
