- Autor
- Mauro Rovai
- Revista
- Revista Limiar
- Edição
- 11 / 21
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.34024/limiar.2024.v11.19880
- Páginas
- 93-107
- Idioma
- pt
A proposta deste texto é apresentar e discutir algumas passagens da obra Livro do Desassossego (escrito por Vicente Guedes e Bernardo Soares), publicado pela primeira vez 47 anos após a morte de Fernando Pessoa. Embora o termo colapso não traga nenhuma entrada nos sistemas de busca on-line na obra do poeta (referimo-nos aqui ao Arquivo Pessoa e ao Arquivo Digital Colaborativo do Livro do Desassossego), pretendemos aproximar certos elementos presentes nessas duas ideias – desassossego e colapso –, de modo a discuti-los contra um fundo sociológico e estético. Tomando como ponto de partida os sentidos figurados dicionarizados (como o on-line Aulete – “estado de crise, paralisação, ruína, desmoronamento...” – e o Houaiss – “derrocada, desmoronamento, ruína” – por exemplo), a ideia é problematizar, nessa obra de Pessoa (Soares-Guedes), a maneira como se constrói a ideia de desassossego e, se possível, aproximá-la ou distanciá-la das noções de colapsos e devires.
