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Olhar fotográfico e subjetividade:: a injunção dos códigos na produção de significados

Ondina Pena Pereira

Autor
Ondina Pena Pereira
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
3 / 1
Ano
2010
Páginas
114-124
Idioma
pt
2010Ondina Pena Pereira. Olhar fotográfico e subjetividade:: a injunção dos códigos na produção de significados. Trilhas Filosóficas, v. 3, n. 1, p. 114-124, 2010.1

A vida contemporânea, no mundo ocidental, em quase todas as suas esferas, foi invadida por uma profusão de imagens visuais, as quais apreendemos – por força da naturalização, em nossa cultura, do código fotográfico – como se fossem reproduções fiéis da realidade, prescindindo de interpretação. Isso significa que, na cultura ocidental moderna, certas significações, certos códigos, são naturalizados a ponto de se tornaram reais. Investiga-se no presente ensaio algumas conexões entre a naturalização do código fotográfico e a constituição da subjetividade. Para tanto, realiza-se uma genealogia das imagens técnicas, isto é, busca-se estabelecer a rede conceitual e as relações de força (Foucault) que tornam possí­vel a identificação da perspectiva albertiniana com o olhar natural.