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Ontologia e cultura: O hip-hop como processo de formação à luz do conceito de Bildung em Hegel

Wécio Pinheiro Araújo , Isla Rebeca de Lima Monteiro

Autor
Wécio Pinheiro Araújo , Isla Rebeca de Lima Monteiro
Revista
Revista Helius
Edição
5 / 2
Ano
2025
Páginas
p. 44-56
Idioma
pt
2025Wécio Pinheiro Araújo , Isla Rebeca de Lima Monteiro. Ontologia e cultura: O hip-hop como processo de formação à luz do conceito de Bildung em Hegel. Revista Helius, v. 5, n. 2, p. p. 44-56, 2025.1

Este artigo tem como objetivo analisar, a partir do conceito hegeliano de Bildung, a questão do hip-hop como processo de formação de um determinado sujeito político na sociedade contemporânea. O ponto de partida está na compreensão crítica do hip-hop como uma cultura que ganha sentido a partir de um ethos de raça e classe, que reflete o processo de formação de um determinado sujeito e como ele se reconhece e é reconhecido na experiência da vida em sociedade. De maneira mais específica, essa linguagem se expressa por meio de quatro elementos fundamentais: o RAP, o DJ, o Break e o Grafite. Conforme é possível constatar nesta exposição, os primeiros resultados da pesquisa permitem iniciar a formulação de uma chave de leitura para pensar o hip-hop não somente como um gênero musical, mas sobretudo como uma forma de indivíduos negros e marginalizados vivenciarem subjetivamente o conteúdo das relações sociais que constituem a experiência política da vida em sociedade, a partir da formação de um sujeito determinado sumariamente por uma identidade de raça e de classe social.