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Os difusores do apocalipse: Uma leitura de De um tom apocalíptico adotado há pouco em filosofia

Martha Luiza Macedo Costa Bernardo

Autor
Martha Luiza Macedo Costa Bernardo
Revista
Sofia
Edição
10 / 2
Ano
2022
DOI
10.47456/sofia.v10i2.31614
Páginas
1-21
Idioma
pt
2022Martha Luiza Macedo Costa Bernardo. Os difusores do apocalipse: Uma leitura de De um tom apocalíptico adotado há pouco em filosofia. Sofia, v. 10, n. 2, p. 1-21, 2022.2

Pensaremos a «morte da filosofia» e a «crítica do finalismo» em De um tom apocalíptico adotado há pouco em filosofia (1981) de Derrida, a partir de três pontos: 1) a «neutralidade do tom»: trata-se da articulção, na querela entre Kant e os mistagogos, entre o bom tom do discurso filosófico e seus desvios; 2) «o filósofo e seu outro» aborda a exigências políticas e morais motivadoras do discurso desses dois oponentes; 3) «A crítica do finalismo e seus limites», expõe a tese de Derrida: o tom apocalíptico é um elemento não-filosófico transcendental intrínseco ao discurso filosófico. Seguiremos o movimento da desconstrução, mostrando seus principais momentos, impasses e articulações, mas também traços da reconstrução do discurso filosófico e sua estratégia: re-pensar as plasti-cidades entre razão-mito-poesia (contra o obscurantismo e o fascismo), através de uma crítica ao logocentrismo e à usurpação das potências racionais e míto-poéticas pelo discurso religioso.