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OS EXPERIMENTOS DE PENSAMENTO E SUA RELAÇÃO COM O DEBATE A RESPEITO DA AUTONOMIA E A MANIPULAÇÃO GENÉTICA EM BIOÉTICA

Mateus Stein

Autor
Mateus Stein
Revista
Thaumazein: Revista Online de Filosofia
Edição
12 / 24
Ano
2020
Páginas
111-120
Idioma
pt
2020Mateus Stein. OS EXPERIMENTOS DE PENSAMENTO E SUA RELAÇÃO COM O DEBATE A RESPEITO DA AUTONOMIA E A MANIPULAÇÃO GENÉTICA EM BIOÉTICA. Thaumazein: Revista Online de Filosofia, v. 12, n. 24, p. 111-120, 2020.1

A presente investigação tem como objetivo explorar a temática relativa aos experimentos de pensamento tendo como ponto de partida a abordagem adotada por Rachel Cooper, em Thought Experiments, para assim estipular a razoabilidade de um cenário imaginário qualquer concebido por um experimentador em seus experimentos de pensamento. Ademais, o experimento de pensamento aqui considerado consiste naquilo que o filósofo britânico Galen Strawson denominou Argumento Básico, em The Impossibility of Moral Responsibility. Como o nome sugere, Strawson buscou demonstrar através do emprego de um experimento de pensamento exaustivamente retratado ao longo de todo seu artigo, que a atribuição de responsabilidade moral (bem como de autonomia) e suas respectivas consequências em relação aos indivíduos provavelmente é impossível. Entre outras coisas, tal proposta será devidamente apurada na primeira etapa desta pesquisa. Do mesmo modo, na segunda etapa deste estudo, se apresentará como o experimento de pensamento esmiuçado em sua primeira parte foi apropriado por Russell Blackford, em Genetically engineered people: Autonomy and moral virtue, sob o pretexto da elaboração de uma defesa da manipulação genética de embriões. Em desfecho, na Conclusão, se promoverá um breve debate acerca da relação existente entre os experimentos de pensamento e a ética aplicada (ou a bioética). Aqui o texto explorado será A Moderate Defence of the Use of Thought Experiments in Applied Ethics, de Adrian Walsh. Ao que tudo indica, conforme Walsh, a utilização de experimentos de pensamento em questões de ética aplicada pode dar errado de pelo menos duas maneiras distintas.