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Os limites da linguagem e do místico: assimilação do pensamento schopenhaueriano por Wittgenstein

Gleisy Picoli

Autor
Gleisy Picoli
Revista
Sofia
Edição
8 / 2
Ano
2020
DOI
10.47456/sofia.v8i2.23840
Páginas
93-110
Idioma
pt
2020Gleisy Picoli. Os limites da linguagem e do místico: assimilação do pensamento schopenhaueriano por Wittgenstein. Sofia, v. 8, n. 2, p. 93-110, 2020.1

O objetivo primordial deste artigo consiste em analisar a assimilação do pensamento schopenhaueriano por Wittgenstein, no que diz respeito à relação entre a linguagem e o místico. No decorrer do texto, pretendemos evidenciar que a tão conhecida posição wittgensteiniana de que sobre o místico não se fala, na verdade, tem como base a doutrina schopenhaueriana da linguagem, cujos limites linguísticos são alcançados na negação da vontade, momento em que se abre uma passagem ao místico. De nossa interpretação se seguirá como consequência principal que a problemática central do Tractatus entre o dizer e o mostrar, comumente considerada característica distinta da filosofia de Wittgenstein, já pode ser lida no sistema de seu predecessor.