- Autor
- Wolfgang Theis
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 12 / 1
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.26512/rfmc.v12i1.51728
- Páginas
- 123 - 152
- Idioma
- pt
Este artigo é uma tentativa de aprofundar a visão sobre o conceito de mentira “poética” em Platão e Nietzsche. O objetivo é mostrar que a mentira é uma afirmação socialmente condenável, ao mesmo tempo que se apresenta como um dispositivo estilístico comprovado na literatura. Platão reconheceu o poder das palavras e exigiu o controle dos poetas, alegando que isso poderia ter uma má influência sobre os jovens e os guardas do estado. Friedrich Nietzsche segue Platão, embora ele também assuma uma contraposição ao mesmo tempo. Nietzsche critica reiteradas vezes os poetas por distorcerem a verdade, ao mesmo tempo em que está bem ciente da necessidade de mentiras para a vida diária. Este artigo pretende elaborar as semelhanças e diferenças entre as mentiras em Platão e Nietzsche. Ao fazer isso, assume-se que os dois autores têm o mesmo entendimento da mentira.
