- Autor
- Jairo Rivaldo da Silva
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 11 / 26
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2019.v11.n26.04.p37
- Páginas
- 37-53
- Idioma
- pt
O objetivo do presente artigo é demonstrar como a interpretação ortodoxa do Leviatã se baseia em dois pressupostos básicos: 1) que Hobbes defendeu o egoísmo psicológico; 2) que Hobbes defendeu o egoísmo racional. Uma vez que esses pressupostos sejam identificados é possível perceber o seguinte padrão interpretativo nos principais comentadores da sua obra: o estado de natureza como um dilema do prisioneiro da teoria dos jogos; a obrigação política justificada pela razão prudencial; a irrelevância da religião para a teoria moral e política de Hobbes. A fim de demonstrar como a interpretação ortodoxa chegou a essas conclusões, esse artigo está dividido em duas partes. Na primeira parte, apresento os dois pressupostos principais, bem como a interpretação decorrente deles. Na última parte, tomo como exemplo a obra de David Gauthier, A Lógica do Leviatã, para demonstrar que os pressupostos da interpretação ortodoxa foram apresentados primeiramente ali.
