- Autor
- Ana Carolina Mondini
- Revista
- Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211]
- Edição
- 5 / 11
- Ano
- 2021
- Idioma
- pt-BR
O Brasil foi agraciado pelo olhar de Montaigne em análise rápida, porém, profunda sobre o povo Tupinambá. O filósofo não apenas elogia esse povo indígena em muitos aspectos, como aponta sua imensa semelhança com o povo europeu, tanto em relação aos costumes barbarescos quanto às boas virtudes. Propõe aos seus concidadãos o autoexame acerca de seus próprios hábitos, para que se institua uma observação humanizada do que antes entenderam por selvagem. Apresenta, a partir disso, um sentido de humanidade guiado pela concepção de natureza, que exclui estrategicamente os artificiosos costumes, mas que, ao mesmo tempo, possibilita a manifestação da alteridade. O resultado disso será a possibilidade de retornar o olhar para o outro, enquanto ser realmente existente, agora com o julgamento amenizado em relação à influência dos próprios costumes: uma visão antropológica. Palavras-chave: Montaigne; Tupinambás; Humanidade; Natureza; Alteridade.
