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PARA ALÉM DOS SONS: O ESTATUTO DA MÚSICA NO JOVEM SARTRE

Ágatha Cavallari

Autor
Ágatha Cavallari
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
15 / 39
Ano
2024
DOI
10.36311/1984-8900.2023.v15n39.p32-50
Páginas
32-50
Idioma
pt
2024Ágatha Cavallari. PARA ALÉM DOS SONS: O ESTATUTO DA MÚSICA NO JOVEM SARTRE. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 15, n. 39, p. 32-50, 2024.3

Este artigo tem como objetivo investigar o papel da música no interior das considerações de Sartre sobre a obra de arte, com base no período de publicação dos primeiros escritos do autor. Sabe-se que Sartre, em suas poucas investidas sobre estética, conferiu maior densidade ao caso pictórico. No entanto, isso não significa que a música não possua notáveis peculiaridades frente às demais manifestações artísticas. Em especial, quando consideramos as análises do autor sobre o contraste entre a irrealidade e o real, o exame sobre a música nos oferece importantes nuances para a compreensão do problema. Em vista disso, buscaremos examinar o papel desempenhado pela música em A náusea, romance de 1938, segundo o pano de fundo teórico exposto em O imaginário, obra de 1940.