- Autor
- Fábio Fortes, José C. Baracat Jr.
- Revista
- Revista Ética e Filosofia Política
- Edição
- 2 / 19
- Ano
- 2018
- DOI
- 10.34019/2448-2137.2016.17620
- Idioma
- pt
O poder e o limite da linguagem são temas que perpassam toda a Antiguidade greco-romana de modo incontornável e num cenário em que, apesar de a oralidade gradualmente dar lugar ao letramento, a força da palavra falada nunca foi inteiramente sobrepujada pela escrita. Por um lado, a consciência da linguagem como instrumento de prazer e persuasão – e, por consequência, de poder –, perceptível já em Homero, foi explorada por inúmeros pensadores do mundo antigo. Por outro, a percepção de que linguagem é insuficiente para expressar certos objetos do pensamento ou níveis da realidade – sendo, assim, limitada – tornou-se uma séria preocupação desde pelo menos Heráclito e Parmênides, sendo aprofundada e evidenciada especialmente na tradição platônica.
