PODER, VERDADE E SEXO: A PADRONIZAÇÃO DE FORMAS DE VIDA PELA CRIAÇÃO DE CATEGORIAS SEXUAIS, À LUZ DA TEORIA DE MICHEL FOUCAULT
Thiago Augusto Galeão de Azevedo
- Autor
- Thiago Augusto Galeão de Azevedo
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 8 / 15
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2017v8n15p146
- Páginas
- 146-162
- Idioma
- pt
O presente artigo tem como objeto de análise o fenômeno da categorização sexual, à luz da teoria do filósofo Michel Foucault, principalmente a partir de sua obra História da Sexualidade: a vontade de saber, visando-se averiguar em que medida o citado fenômeno, a categorização sexual, representa um instrumento do poder e da verdade incidentes sobre o sexo, um instrumento de padronização de formas de vida. Para tanto, optou-se, inicialmente, por uma reflexão acerca de leis, decretos e programas pátrios baseados em identidades sexuais, em categorias sexuais, apresentando-se, por sua vez, o sentido que o termo categoria sexual assume no presente ensaio; sustentando-se a sexualidade como uma construção, em forma de um dispositivo, responsável pela criação da ideia de sexo biológico, assim como pela produção das sexualidades desviantes, que precisaram ser nomeadas e catalogadas, para fins de controle. Seguidamente, fez-se, de forma breve, uma análise histórica, reconstrução histórica, no sentido foucaultiano, de desnaturalização do evidente; da sexualidade, averiguando-se o poder e a verdade incidentes sobre o sexo, tratando-se do chamado dispositivo de sexualidade. Em um terceiro momento, estudou-se a inversão teórica realizada por Michel Foucault, no que concerne a ideia de criação do sexo pelo citado dispositivo, dispositivo de sexualidade. Por fim, refletiu-se sobre a verdade e o poder incidentes sobre o sexo e o fenômeno da categorização sexual, identificação sexual, analisando-se a sua instrumentalização por aqueles, se as categorias sexuais cumprem um papel específico atribuído por aqueles.
