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Política educacional rural: exigências e postulações

Sérgio Celani Leite

Autor
Sérgio Celani Leite
Revista
Educação e Filosofia
Edição
10 / 19
Ano
2008
DOI
10.14393/REVEDFIL.v10n19a1996-975
Páginas
163-174
Idioma
pt
2008Sérgio Celani Leite. Política educacional rural: exigências e postulações. Educação e Filosofia, v. 10, n. 19, p. 163-174, 2008.2

A ausência de planificação educacional para as escolas rurais, a despeito de algumas iniciativas públicas e privadas em décadas anteriores, não possibilitou um processo que fortalecesse e garantisse o desenvolvimento sociocultural das populações campesinas. Excetuando o Ruralismo Pedagógico da década de 30, que pretendia uma educação rural desconexada da realidade, e as parcas manifestações do Ministério da Educação nos anos 40/50 sobre a escolaridade rural, as primeiras intenções e/ou propostas para uma política educacional direcionada aos centros não-urbanos, somente aconteceram a partir dos Planos Setoriais de Educação na década 70/80. Com base nas questões econômicas internas, o I e II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) têm, na educação como um todo, apenas um referencial para análise do subdesenvolvimento em que se encontrava o país. Dada a ênfase urbano-industrial do ideário da época, a educação rural é incorporada aos programas de desenvolvimento global (assim como a educação urbana), não se levando em consideração, desse modo, suas necessidades e realidades próprias. Educação, nesse momento, significa condições para aceleração da produção e cristalização do modelo liberal-capitalista. [...] Palavras-chave: Ruralismo; Educação; Política educacional rural.