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Por outra escrita filosófica: metafísica, poesia e excrita – a partir de Jean-Luc Nancy

Carlos Cardozo Coelho

Autor
Carlos Cardozo Coelho
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
18 / 2
Ano
2018
DOI
10.31977/grirfi.v18i2.857
Páginas
362-374
Idioma
pt
2018Carlos Cardozo Coelho. Por outra escrita filosófica: metafísica, poesia e excrita – a partir de Jean-Luc Nancy. Griot : Revista de Filosofia, v. 18, n. 2, p. 362-374, 2018.2

 Neste artigo, apresentamos a necessidade de se repensar o estilo de escrita da Filosofia a partir de uma mudança de paradigma conceitual. O que importa à Filosofia e à “forma tratado de ontologia” é encontrar uma forma de dizer a Verdade, de dizer aquilo que é invariável. Ao encontrar esta forma, busca-se criar uma hierarquia de estilos, começando por aquele que diz a Verdade que, de fato, seria a única forma de escrever sobre o Ser e a existência, indo até os estilos que ocupam função política e retórica, até chegar à poesia, o discurso com menor comprometimento com a verdade e o bem comum. Se não defendemos mais a existência de uma verdade única e não pensamos mais a linguagem como instrumento para alcançar esta Verdad, que estaria Fora do Mundo, mas no lugar disso, pensamos a existência como singular-plural e toda “verdade” como um constructo de relações no interior de um mundo, que será sempre um mundo entre outros mundos, então a própria filosofia precisa repensar o seu estilo e a sua forma. Partindo desta demanda inelutável para um pensamento da diferença apresentaremos os argumentos de Jean-Luc Nancy (mas também os de Jacques Derrida) que sustentam esta necessidade de repensar a escrita.