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Por que Espinosa recusou o convite para ser professor de filosofia em Heidelberg?

Fernando Bonadia de Oliveira

Autor
Fernando Bonadia de Oliveira
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
1 / 1
Ano
2008
Páginas
101-114
Idioma
pt
2008Fernando Bonadia de Oliveira. Por que Espinosa recusou o convite para ser professor de filosofia em Heidelberg? . Trilhas Filosóficas, v. 1, n. 1, p. 101-114, 2008.2

Este trabalho pretende realizar uma primeira aproximação das razões pelas quais Espinosa (1632-1677) não aceitou o convite para lecionar filosofia na Academia de heidelberg. O convite fora-lhe feito por Ludovicus Fabritius a pedido do Eleitor Palatino, por carta datada de 16 de fevereiro de 1673. A resposta de Espinosa, declinando do convite, foi redigida a 30 de março do mesmo ano. Embora lhe fosse garantida certa liberdade para filosofar nesta instituição, Espinosa recusa a oferta apresentando dois motivos: (1) o fato de que a destinação de tempo para a instrução da juventude obstaria seus próprios avanços na filosofia e (2) o desconhecimento de quais seriam os limites da liberdade de filosofar a ele prometida. Através de um estudo bibliográfico-analí­tico, este trabalho examinará em que sentido essas razões devem ser compreendidas quando lidas à luz daquilo que Espinosa expressa em outras obras, mostrando como a refutação deste convite está em profundo acordo com aquilo que sua filosofia ensina e defende, isto é, a tranqüilidade da alma e a liberdade de ensinar. Ademais, há um apêndice com uma tradução da carta que contém a resposta de Espinosa a Ludovicus Fabritius.