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POR QUE HÁ ALGUÉM EM LUGAR DE NINGUÉM? O PENSAMENTO PLURAL DE HANNAH ARENDT

Jordi Carmona Hurtado

Autor
Jordi Carmona Hurtado
Revista
Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
Edição
20 / 33
Ano
2015
Páginas
333-350
Idioma
pt
2015Jordi Carmona Hurtado. POR QUE HÁ ALGUÉM EM LUGAR DE NINGUÉM? O PENSAMENTO PLURAL DE HANNAH ARENDT. Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 20, n. 33, p. 333-350, 2015.3

A finalidade do presente artigo é situar o pensamento deHannah Arendt no que diz respeito á tradição filosófica. Nestesentido argumentamos, contra uma corrente de interpretaçãodominante, que o gesto mais característico da intervençãointelectual de Arendt não consiste num retorno (á moral, a Kant, aAristóteles...), mas na prática de um pensamento tanto críticoquanto experimental. Sua operação principal consiste numdeslocamento do meio próprio da filosofia: do sujeito á pluralidade,da contemplação á ação. Mostramos assim que a tentativa deArendt coincide com a busca de um pensamento plural, que elachamou “compreensão”.