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Por que Hume não é emotivista?

Giovani M. Lunardi

Autor
Giovani M. Lunardi
Revista
ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
Edição
9 / 3
Ano
2010
DOI
10.5007/1677-2954.2010v9n3p69
Páginas
69-92
Idioma
pt
2010Giovani M. Lunardi. Por que Hume não é emotivista?. ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy, v. 9, n. 3, p. 69-92, 2010.1

Na tradição filosófica contemporânea principalmente no âmbito da filosofia analítica, a filosofia moral de David Hume é considerada como legítima representante e precursora da Escola Emotivista. Para essa escola, Hume apresentou de forma definitiva com os argumentos da dicotomia ser/dever-ser (is/ought), suas críticas à metafísica e ao racionalismo, os campos e limites da moralidade. Assim, os emotivistas consideram que questões morais não podem ser derivadas de fatos ou, mais radicalmente, não teriam nenhuma base de racionalidade, sendo puramente manifestação das emoções e paixões. Nesse trabalho, apresentamos dificuldades para a interpretação emotivista e sustentamos que o princípio da simpatia (sympathy) e a teoria do espectador judicioso (judicious spectator) presentes na filosofia moral humeana oferecem suporte para uma interpretação alternativa.