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Por que uma ética do futuro precisa de uma fundamentação ontológica segundo Hans Jonas

Jelson Roberto de Oliveira

Autor
Jelson Roberto de Oliveira
Revista
Revista de Filosofia Aurora
Edição
24 / 35
Ano
2012
DOI
10.7213/revistadefilosofiaaurora.7510
Páginas
387-416
Idioma
pt
2012Jelson Roberto de Oliveira. Por que uma ética do futuro precisa de uma fundamentação ontológica segundo Hans Jonas. Revista de Filosofia Aurora, v. 24, n. 35, p. 387-416, 2012.1

O objetivo deste artigo é investigar quais são as bases ontológicas da ética do futuro, tendo como leitmotiv o conceito de reciprocidade ou, sendo mais preciso, justamente a sua prescindibilidade no âmbito ético, a qual repercute como necessidade ontológica de fundamentação. Partiremos de uma análise do próprio conceito de “ética do futuro” para, explicitar, na sequência, por que, com Jonas, o futuro se torna objeto ético e como ele exige a prescindibilidade da reciprocidade. A partir daí, pretendemos mostrar que a fundamentação ontológica da ética é o caminho de solução para o problema da ausência de reciprocidade e de que modo ela se constitui como crítica àquilo que Jonas chama de dois dogmas da filosofia: “nenhuma verdade metafísica” e “nenhum caminho do é para o deve” (PR, p. 95). Por isso, finalmente, tentaremos mostrar que é contra esses dogmas que se ergue a proposta jonasiana, fundamentada numa metafísica racional que nada mais é do que uma ontologia biológica.