Por um Ateísmo Tranquilo: O Racionalismo de François Châtelet no Périclès et Verdi de Gilles Deleuze
Marcelo de Sant'Anna Alves Primo
- Autor
- Marcelo de Sant'Anna Alves Primo
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 7 / 3
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.26512/rfmc.v7i3.28292
- Páginas
- 183-194
- Idioma
- pt
Em 1988, Gilles Deleuze dedica Periclès et Verdi, ao amigo François Châtelet. Quando fora chamado pelo Collége International de Philosophie para participar das últimas mesas redondas dedicadas à morte do amigo, Deleuze vê na recusa de deus e de toda transcendência châteletianas uma serenidade ateia depois de Nietzsche. À época de seus estudos de Filosofia na Sorbonne, Châtelet pela primeira vez entra em contato com Deleuze, e a partir daí constituir-se-á a sua projeção como filósofo da história e como filósofo político. Nesse sentido, eis o seu interesse pela filosofia de Châtelet: gradativamente refaz a trajetória filosófica do amigo e, ao mesmo tempo, conjura a sua morte e homenageia-o postumamente através da ressonância do pensamento de Châtelet em sua própria filosofia.
