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POR UM ETHOS COSMOPOLITA SEM O RECURSO A UMA RELIGIÃO OU ESTADO GLOBAL: A RELEVÂNCIA DE KANT COMO FILÓSOFO POLÍTICO PARA O CONTEXTO WESTFALIANO

Guilherme José Santini

Autor
Guilherme José Santini
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
8 / 19
Ano
2016
DOI
10.36311/1984-8900.2016.v8.n19.03.p19
Páginas
19-38
Idioma
pt
2016Guilherme José Santini. POR UM ETHOS COSMOPOLITA SEM O RECURSO A UMA RELIGIÃO OU ESTADO GLOBAL: A RELEVÂNCIA DE KANT COMO FILÓSOFO POLÍTICO PARA O CONTEXTO WESTFALIANO. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 8, n. 19, p. 19-38, 2016.3

A pergunta pela possibilidade de uma justificação da experiência histórica segundo princípios exigidos pelo bom exercício da razão prática - já suposto que a História Universal deva ter um sentido ou propósito racional -, ela não aparece à toa no horizonte kantiano. Entender seu porquê requer o resgate do contexto político da era moderna. O primeiro objetivo deste artigo é esboçar os desafios políticos referentes a esse contexto e expor em seguida como a solução oferecida por Kant - a Sociedade das Nações e o direito cosmopolita - vai ao encontro da expectativa de pensar um sentido comunitário para um mundo fragmentado em Estadosnação sem ter de recorrer a uma autoridade global, fosse ela política ou religiosa. Apoiar-nosemos em dois textos escritos da Filosofia Política de Kant: Ideia de uma História Universal de um Ponto de Vista Cosmopolita, de 1784, e À Paz Perpétua, de 1795.