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Por uma crítica queer-feminista ao sistema sexo/gênero: Judith Butler problematizando com Gayle Rubin

Diego Luiz Warmling, Petra Bastone

Autor
Diego Luiz Warmling, Petra Bastone
Revista
Argumentos - Revista de Filosofia
Edição
17 / 1
Ano
2025
Idioma
pt
2025Diego Luiz Warmling, Petra Bastone. Por uma crítica queer-feminista ao sistema sexo/gênero: Judith Butler problematizando com Gayle Rubin. Argumentos - Revista de Filosofia, v. 17, n. 1, 2025.1

O pensamento da antropóloga Gayle Rubin é de suma importância para Judith Butler; isto porque muito de sua crítica à heteronormatividade na psicanálise é extraída da teoria exposta em Tráfico de mulheres. Além disso, Rubin é responsável pela análise da categoria “mulher” como sendo resultado das relações de parentesco que beneficiam e são construídas por homens. Contudo, apesar de sua colaboração inquestionável, o pensamento de Rubin sobre um “sexo natural”, que seja anterior a lei, mostra-se utópico, não raro ignorando que o sistema sexo/gênero é construído por atos performativos. Nosso interesse neste trabalho é explorar essa problematização feita por Butler a partir das reflexões de Rubin sobre a psicanálise e os sistemas de sexo/gênero, mostrando quais pontos unem e quais separam as duas autoras, ambas fundamentais ao desenvolvimento de muitas das atuais teorias queer e feministas.