Voltar para Artigos
Artigos

Por uma pedagogia do egoísmo ou sobre as limitações do conceito de compaixão na filosofia prática de Arthur Schopenhauer

Felipe dos Santos Durante

Autor
Felipe dos Santos Durante
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
15 / 2
Ano
2024
DOI
10.5902/2179378688447
Páginas
e88447
Idioma
pt
2024Felipe dos Santos Durante. Por uma pedagogia do egoísmo ou sobre as limitações do conceito de compaixão na filosofia prática de Arthur Schopenhauer. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 15, n. 2, p. e88447, 2024.5

Este trabalho tem por objetivo, a partir da leitura e análise das obras de Schopenhauer – em especial a terceira edição d’O mundo como vontade e representação (Die Welt als Wille und Vorstelung) de 1844, Sobre o Fundamento da Moral (Über die Grundlage der Moral) de 1840, Parerga e Paralipomena (Parerga und Paralipomena) de 1851, e das notas de aula do autor sobre ética, A Metafísica dos Costumes (Metaphisyk der Sitten) de 1820, avaliar a importância dos conceitos de egoísmo (Egoismus) e de compaixão (Mitleid) para a vida em sociedade. Espera-se explicitar a importância e o impacto dos conceitos de egoísmo e de compaixão na filosofia do autor, bem como, por um lado, apresentar e defender a hipótese de que o primeiro conceito, utilizado como alicerce para uma pedagogia do egoísmo, forneceria uma base mais adequada para a tratativa de questões sociais, políticas, jurídicas – uma redução de danos da existência – e, por outro, verificar as limitações do conceito de compaixão para os mesmos casos e, talvez, seu inflacionado valor.