- Autor
- Izilda Cristina Johanson
- Revista
- Revista Ideação
- Edição
- 1 / 42
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.13102/ideac.v1i42.5473
- Páginas
- 233-252
- Idioma
- pt
Este artigo pretende defender e explorar o sentido de se empreender abordagens de perspectivas feminista em história da filosofia e defender a especificidade desta diante de práticas e empreendimentos voltados especificamente e exclusivamente ao campo onde se põe me questão e debate teorias feministas. Defendemos que fazer filosofia de perspectiva feminista não é o mesmo nem muito menos se reduz a fazer teoria feminista ou de gênero. Para essa defesa, mobilizaremos a filosofia antidogmática iluminista de Mary Wollstonecraft e a filosofia antidogmática existencialista de Simone de Beauvoir, em suas semelhanças e diferenças filosóficas. As chamadas questões de gênero estarão no centro do debate filosófico. A partir delas, buscaremos evidenciar a necessidade de historicização dos próprios termos da diferença sexual, analisar, no contexto de sua conceitualização, o modo operatório dessa oposição binária, muito frequentemente apresentada a partir da sexualização exclusiva do indivíduo do gênero feminino, pondo, por fim em xeque, certas construções hierárquicas e generificações do pensamento que dela decorrem e que não podemos, de nossa parte, considerar nem verdadeiras, nem evidentes, nem muito menos naturais.
