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Por uma sexualidade livre à luz de Foucault

Juliana Ortegosa Aggio

Autor
Juliana Ortegosa Aggio
Revista
Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
Edição
27 / 52
Ano
2020
DOI
10.21680/1983-2109.2020v27n52ID19233
Páginas
115-141
Idioma
pt
2020Juliana Ortegosa Aggio. Por uma sexualidade livre à luz de Foucault. Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 27, n. 52, p. 115-141, 2020.3

Esse ensaio é uma proposta e não uma simples análise ou interpretação de texto. Uma proposta de reflexão sobre a nossa prática sexual que possa nos servir como provocação. Uma proposta que aventa a seguinte hipótese à luz das obras de Foucault sobre a sexualidade: se a relação sexual é sempre uma relação de poder, então há espaço para o exercício da liberdade, visto que a liberdade é condição de existência do poder enquanto a contraparte que o limita. Se isso for verdade, a questão da possibilidade está resolvida. Todavia, não basta demonstrar a possibilidade, é preciso compreender como, de fato, ela se efetiva. Veremos como a aposta de Foucault nos prazeres e corpos enquanto o contra-ataque ao dispositivo de sexualidade é posta em cheque por Butler, mas defendida por Oskala. Ambas parecem ter, em alguma medida, razão e a solução de Foucault pode ser reinterpretada a partir da possibilidade de se vivenciar uma sexualidade livre para além da mera liberação sexual.