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Prescrições Mandevillianas: “The Planter’s Charity”, as Paixões e o Corpo Sofredor

Laura Rosenthal

Autor
Laura Rosenthal
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
10 / 3
Ano
2022
DOI
10.26512/rfmc.v10i3.49428
Páginas
13-34
Idioma
en
2022Laura Rosenthal. Prescrições Mandevillianas: “The Planter’s Charity”, as Paixões e o Corpo Sofredor. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 10, n. 3, p. 13-34, 2022.1

Neste ensaio, argumento que Mandeville explora emoções específicas de uma economia capitalista emergente. Mandeville ataca a crença sentimental e religiosa de que o comportamento virtuoso levará à recompensa de Deus e do mercado. No entanto, embora Mandeville rejeite o sentimentalismo, ele exibe uma aguda consciência do sofrimento. Como médico e filósofo, entende o alívio dos sofrimentos como parte do objetivo. Para algumas pessoas, observa Mandeville, a economia comercial emergente substituiu um tipo de sofrimento (esforço físico) por outro (melancolia). No entanto, para outros, traz um tormento físico implacável. Por essa razão, sugiro que o poema “The Planter’s Charity”, um poema sobre a hipocrisia de cristianizar os escravizados, é mandevilliano, se não realmente escrito por Mandeville. Seu Tratado de hipocondria e paixões histéricas explora o custo emocional de um sistema que cria tanta melancolia e o papel do médico na tentativa de aliviá-la. O interesse pelo corpo sofredor vem do poema “The Planter’s Charity”, de A fábula das abelhas e do Tratado.