Princípios “constitutivos” e “regulativos” na avaliação da resposta de Kant à teoria humeana da causalidade
Fernando Yokoyama
- Autor
- Fernando Yokoyama
- Revista
- Kant e-prints
- Edição
- 13 / 1
- Ano
- 2018
- Páginas
- 44-73
- Idioma
- pt
O presente artigo pretende apresentar uma avaliação da chamada “resposta” de Kant à teoria humeana da causalidade. Examinaremos, primeiramente, o argumento da Segunda Analogia da Experiência e então explicaremos por que acreditamos que ele não pode oferecer uma resposta satisfatória a Hume. Seguindo uma tradicional linha interpretativa, procuraremos mostrar que é possível extrair da Dedução Transcendental das categorias um argumento que supera as limitações identificadas na Segunda Analogia. Alegaremos, porém, que, para que a Dedução seja considerada como uma resposta completa a Hume, deve-se mostrar que ela atende a um requisito que acreditamos ter sido um tanto negligenciado; a saber, deve-se mostrar que ela prova que os princípios puros do entendimento devem possuir um estatuto “constitutivo”, e não meramente “regulativo”. Por fim, explicaremos por que acreditamos que ela não atende a esse requisito.
