Voltar para Artigos
Artigos

Prolegômenos Schmittianos à energia política: Soberania, Legitimidade, Representação

Michael Marder

Autor
Michael Marder
Revista
Revista de Filosofia Aurora
Edição
29 / 47
Ano
2017
DOI
10.7213/1980-5934.29.047.DS10
Idioma
pt
2017Michael Marder. Prolegômenos Schmittianos à energia política: Soberania, Legitimidade, Representação. Revista de Filosofia Aurora, v. 29, n. 47, 2017.1

Neste texto, tracei caminhos de pensamento sobre a energia especificamente política baseado nos escritos de Carl Schmitt. Fora do paradigma da ciência natural – nomeadamente da física – proponho-me contrastar a energia política com o poder, retraçando as linhas da oposição aristotélica entre energeia e dunamis. Do mesmo modo, na teoria constitucional schmittiana, “a constituição absoluta” encontra-se do lado da plenitude energética, enquanto a “constituição relativa” baseia-se na força da potencialidade e numa perpétua escassez inerente ao fenómeno da entropia. Finalmente, reformulei a crítica de Schmitt da democracia representativa parlamentar em termos de uma energia emprestada que separa obras políticas, ou instituições, dos trabalhos que as animam. Consequentemente, defendo que é possível repensar o político como energia, para além das associações tradicionais de poder, força e violência.