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Provar algo não significa convencer o público: lições de pensadoras ‘feministas’ do século XVII

Ilze Zirbel

Autor
Ilze Zirbel
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
39 / 2
Ano
2021
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v39i2p190-202
Páginas
190-202
Idioma
pt-BR
2021Ilze Zirbel. Provar algo não significa convencer o público: lições de pensadoras ‘feministas’ do século XVII. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 39, n. 2, p. 190-202, 2021.3

O presente artigo traz algumas reflexões da filósofa e feminista decolonial Elsa Dorlin sobre o que chamou de feminismo-lógico-filosófico do século XVII, presente nas posições de Marie de Gournay, Anna Maria Van Schurman, François Poullain de la Barre e Gabrielle Suchon.  Neste artigo, esse tipo de filosofia é classificado como lógico-igualitarista e recebe uma quinta representante: Mary Astell. Estas filósofas e la Barre defenderam uma igualdade entre os ‘sexos' por meio de argumentos lógicos que visavam demonstrar a igualdade como algo verdadeiro e irrefutável. É nossa intenção apresentar ao público brasileiro algumas das estratégias utilizadas por essas filósofas, e apontadas por Dorlin, no debate sobre a desigualdade ou igualdade entre os sexos. Por fim, focaremos nos motivos pelos quais as estratégias utilizadas não chegaram a atingir seu objetivo: um contexto de juízos e juízes corrompidos.