- Autor
- Gustavo Fujiwara
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 6 / 1
- Ano
- 2018
- DOI
- 10.26512/rfmc.v6i1.20415
- Páginas
- 343-378
- Idioma
- pt
Este artigo pretende investigar a crítica sartreana da teoria da imaginação tal como esta é esboçada em sua obra A Imaginação (1936): ver-se-á que Sartre pretende dar conta de uma nova variação eidética da consciência, a consciência imaginante, e de seu correlato, a imagem como modo específico que esta consciência imaginante possui para apreender uma presença a partir de uma ausência. Assim, a questão: o que deve ser uma consciência para que ela imagine um X qualquer que não está nem realmente e nem presentemente dado no campo fenomênico? Levando a cabo uma desconstrução teórica das psicologias e filosofias seiscentistas e setecentistas (bem como das psicologias positivistas do século XIX), Sartre espera renovar a teoria da imagem a partir de uma análise eidética: nesta toada, a imagem, como veremos, deixará de ser uma mera sensação renascente ou enfraquecida do objeto real. Além disso, a presente obra em curso de análise pretenderá, igualmente, operar uma crítica precisa à noção husserliana de hylé (matéria da imagem mental).
