QUANDO NIETZSCHE SORRIU: O LUGAR DO RISO NA FILOSOFIA NIETZSCHIANA
Cremilda Rodrigues Oliveira, Adelson Matias Souza
- Autor
- Cremilda Rodrigues Oliveira, Adelson Matias Souza
- Revista
- Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
- Edição
- 17
- Ano
- 2017
- Idioma
- pt
É comum ouvirmos daqueles que descobriram a filosofia de Nietzsche, reconhecer no Filósofo do Martelo e seus escritos densos e pouco ortodoxos, a figura de um pensador carrancudo, colérico, ensimesmado, solitário, deprimido e cronicamente infeliz. Obstante; este artigo almeja sob forma metodológica, que não procura manter-se fiel à cronologia dos escritos nietzschianos; pelo contrário, como um mosaico extemporâneo e anacrônico; (contudo lúdico), quer mostrar a importância inquestionável atribuída ao riso; (e, consequentemente ao humor e à alegria) na filosofia nietzschiana. Ele mesmo, nada misogelasto; inversamente, um homem bem humorado e de fino trato, faz recorrência do riso em seus escritos como a Gaia Ciência; Ecce Homo; Genealogia da moral; Assim Falou Zaratustra e Para Além Do Bem e Do Mal;- obras que referenciarão este estudo. Existe bom humor em Nietzsche? Qual o papel do riso na sua filosofia? Há no risível seriedade filosófica? São essas as dúvidas que se pretende discutir ao longo do texto.
