Artigos
“QUANTO A MIM, PASSAVA DOS SEIS ANOS SEM TER OUVIDO MAIS O FRANCÊS OU O PERIGORDANO DO QUE O ÁRABE”: Alguns exageros no auto-retrato de Montaigne
Pedro Carné
Artigo
Ver fonte original- Autor
- Pedro Carné
- Revista
- Prometeus - Journal of Philosophy
- Edição
- 38
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.52052/issn.2176-5960.pro.v14i38.16634
- Idioma
- pt
2022Pedro Carné. “QUANTO A MIM, PASSAVA DOS SEIS ANOS SEM TER OUVIDO MAIS O FRANCÊS OU O PERIGORDANO DO QUE O ÁRABE”: Alguns exageros no auto-retrato de Montaigne. Prometeus - Journal of Philosophy, n. 38, 2022.1
O objetivo deste artigo consiste em investigar a plausibilidade da conjunção de duas afirmações de Montaigne acerca de si mesmo. No ensaio sobre a educação das crianças, Montaigne afirma ter passado dos seis anos sem ter ouvido qualquer palavra de francês ou perigordano; já no ensaio sobre a experiência, ele afirma ter sido amamentado por camponeses em um vilarejo próximo ao seu castelo. Pretende-se aqui defender a implausibilidade da afirmação de Montaigne sobre não ter ouvido, pelo menos, o perigordano durante sua primeira infância.
