Artigo
Ver fonte original- Autor
- Natalia Tavares Campos
- Revista
- Cadernos de Ética e Filosofia Política
- Edição
- 40 / 1
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.11606/issn.1517-0128.v40i1p219-232
- Páginas
- 219-232
- Idioma
- pt-BR
2022Natalia Tavares Campos. Que não pereça o mundo: verdade, memória e política em Hannah Arendt. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 40, n. 1, p. 219-232, 2022.2
Se verdade e política emergem, inicialmente, na obra de Hannah Arendt, como lados antagônicos em uma oposição aparentemente irresolúvel – oposição marcada, originariamente, pelo conflito entre a verdade do filósofo e as opiniões dos cidadãos –, em seu ensaio Verdade e política, publicado pela primeira vez em 1967, a autora parece colocar em novos termos a relação entre ambas, pensando-a, afinal, a partir de uma outra perspectiva. Considerando este contexto, o objetivo deste artigo é examinar a relação que Arendt parece estabelecer entre a verdade, como o lugar da memória, e o mundo, buscando compreender, assim, a relevância e a possível “função” desempenhada pela verdade factual no que diz respeito à política.
