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“[...] que o valor da vida não pode ser estimado”: uma interpretação contextual do aforismo 2 do capítulo “O problema de Sócrates”, no Crepúsculo dos Ídolos, de Nietzsche1
Jorge Luiz Viesenteiner
Artigo
Ver fonte original- Autor
- Jorge Luiz Viesenteiner
- Revista
- Revista de Filosofia Aurora
- Edição
- 24 / 34
- Ano
- 2012
- DOI
- 10.7213/revistadefilosofiaaurora.6167
- Páginas
- 333-356
- Idioma
- pt
2012Jorge Luiz Viesenteiner. “[...] que o valor da vida não pode ser estimado”: uma interpretação contextual do aforismo 2 do capítulo “O problema de Sócrates”, no Crepúsculo dos Ídolos, de Nietzsche1. Revista de Filosofia Aurora, v. 24, n. 34, p. 333-356, 2012.1
O objetivo do artigo é analisar, contextualmente, a fórmula de Nietzsche “[...] que o valor da vida não pode ser estimado” no capítulo “O problema de Sócrates” d’O Crepúsculo dos Ídolos. Trata-se de mostrar a trajetória teórica que Nietzsche opera, deslocando o horizonte teórico da tradição do ‘consensus sapientium’ – que supostamente teria condi- ções de estimar o valor da vida a partir de uma posição externa à vida mesma –, a fim de situar no horizonte que denominamos de sintomático-semiológico. Esse deslocamento ocorre na medida em que Nietzsche se serve da figura de Sócrates como uma semiótica para exprimir seu próprio pensamento.
