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Quem é o animal laborans de Hannah Arendt?

Adriano Correia

Autor
Adriano Correia
Revista
Revista de Filosofia Aurora
Edição
25 / 37
Ano
2013
DOI
10.7213/aurora.25.037.DS09
Páginas
199-222
Idioma
pt
2013Adriano Correia. Quem é o animal laborans de Hannah Arendt?. Revista de Filosofia Aurora, v. 25, n. 37, p. 199-222, 2013.1

Pretendo examinar nesse texto uma questão central à reflexão arendtiana sobre a modernidade política: a vitória do animal laborans. Para tanto, realizarei uma análise das variações semânticas do uso arendtiano do termo, cuja compreensão é central à articulação operada por ela entre a condição humana, o surgimento da sociedade e a prevalência de uma mentalidade atrelada à vida via trabalho e consumo. Concluímos que há ao menos três sentidos principais do emprego da expressão animal laborans na obra de Hannah Arendt: como dimensão fundamental da existência condicionada pela vida; como produto da sociedade atomizada; e como mentalidade e “modo de vida” extraídos das condições do mero viver. Pensamos que tal empresa é um passo fundamental à compreensão da relação entre economia e política na era moderna.