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RANCIÈRE, Jacques. Béla Tarr. O Tempo do Depois. Lisboa: Orfeu Negro, 2013.

Laísa Trojaike

Autor
Laísa Trojaike
Revista
Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
Edição
21 / 35
Ano
2014
Páginas
483-490
Idioma
pt
2014Laísa Trojaike. RANCIÈRE, Jacques. Béla Tarr. O Tempo do Depois. Lisboa: Orfeu Negro, 2013.. Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 21, n. 35, p. 483-490, 2014.1

O que determina o modo pelo qual uma obra deve ser interpretada? Não há tal coisa que possamos chamar de o método da interpretação ou da análise (embora muitos autores tenham, com algum sucesso, construído algo nesse sentido). Existem, por outro lado, formas de ler e traduzir filmes, livros, esculturas, músicas, enfim, arte. Tampouco há um limite para o trabalho crítico, que pode limitar-se a um detalhe mínimo ou pode tentar abarcar tanto a obra sobre a qual pretende debruçar-se quanto as relações que podem ser estabelecidas entre ela e outros objetos passíveis de conhecimento.