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Realismo vs. Instrumentalismo em Análise do Comportamento: esboço em prol de uma axiologia realista

Filipe Lazzeri, Diego Zilio

Autor
Filipe Lazzeri, Diego Zilio
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
29 / 1
Ano
2024
DOI
10.5216/phi.v29i1.78376
Idioma
pt
2024Filipe Lazzeri, Diego Zilio. Realismo vs. Instrumentalismo em Análise do Comportamento: esboço em prol de uma axiologia realista. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 29, n. 1, 2024.2

Este artigo aborda o debate realismo vs. instrumentalismo (ou antirrealismo) sobre teorias científicas, com foco no debate desdobrado no contexto da Análise do Comportamento (AC). Axiologias realistas são caracterizadas como aquelas segundo as quais (i) as teorias científicas devem buscar identificar e descrever processos, entidades, propriedades e/ou relações extrateóricos de suas esferas de estudo, e (ii) estamos justificados em considerar que elas, quando empiricamente adequadas (ou maduras), são bem-sucedidas nisso. Axiologias instrumentalistas (ou antirrealistas, termos tomados aqui intercambiavelmente), por outro lado, negam (ii), e em alguns casos também (i). No contexto de discussões metateóricas em AC, tanto a partir de sua matriz de pesquisa predominante (comportamentalista radical) quanto de algumas de suas propostas alternativas de fundamentação (como o comportamentalismo molar), formas de instrumentalismo têm sido dominantes. O presente trabalho oferece uma reconstituição lógico-conceitual e um exame do debate recente em AC, problematizando argumentos instrumentalistas frequentes nesse contexto e esboçando a defesa de uma forma atenuada de realismo, próxima da proposta articulada por F. Suppe.